Comércio Justo Sul x Sul Imprimir E-mail

As relações entre países do Sul na construção do CJ são ainda de ordem política, através da articulação de redes, participação em eventos comuns etc. Do ponto de vista econômico, muitas são as intenções e possibilidades..

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As oportunidades para um Comércio Justo e Solidário Sul x Sul

  • O surgimento de lojas de CJS em toda América Latina e em países como a África do Sul permite a troca de produtos, antes direcionada apenas para os mercados compradores do Norte;
  • O parque industrial brasileiro, principalmente da agroindústria, permite produzir produtos finais para consumo, que podem ser oferecidos diretamente para o varejo. Este potencial pode ser explorado tanto para cadeias produtivas e de fornecimento internas, brasileiras, quanto em nível regional, como é o caso pioneiro da Onda Solidária com seus produtos de moda ética com a marca Tudo Bom?;
  • Ressalva: para o sucesso do Comércio Sul-Sul é preciso observar os princípios da reciprocidade e complementaridade, ou seja, devem ser feito esforços também para abrir canais de comercialização para produtos dos vizinhos, ao mesmo tempo que não se entre em concorrência direta com produtos locais. Neste sentido, não faria muito sentido querer oferecer açúcar mascavo do Paraguai em São Paulo, nem café brasileiro na Colômbia. Por outro lado, alguns artesanatos típicos dos países andinos poderiam ser um complemento muito interessante para as lojas no Brasil, e vice-versa, no sentido de aumentar a diversidade do mix.