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Dicas para inserção no Mercado Internacional:

- Contato direto com as importadoras ou lojas do mundo. Exs.: Artisans du Monde, IDEAS, Intermón Oxfam.

Para identificar as demandas específicas, ou seja, importadores e licenciados, tanto para produtos agrícolas quanto para artesanato e similares, o ponto de partida é a busca de contatos por meio das Iniciativas Nacionais.

A maioria dos produtores começou com o apoio pessoal de integrantes de entidades internacionais, principalmente de entidades de apoio ao desenvolvimento com origem religiosa, que ajudaram a estabelecer contatos com as world shops, também muito ligadas às entidades de igreja, e outros compradores, como importadores especializados e licenciados.

- Conseguir o certificado da FLO - Fairtrade Labelling Organization - selo de produto. Clique aqui para mais orientações para certificação FLO.

Para produtos agrícolas, uma vez identificado um comprador por meio da FLO ou das Iniciativas Nacionais, pode-se trabalhar em conjunto com ele na obtenção da certificação pela FLO-cert.

É importante lembrar que a FLO não certifica produtores que já tiverem seus compradores seguros identificados. Portanto, normalmente é uma operação casada cuja iniciativa parte dos compradores. Mas é possível inverter esta lógica, desde que se tenha um produto com demanda geral no mercado e uma estrutura minimamente preparada para atender as exigências dos compradores.

Porém, como a FLO ainda tem uma gama limitada de produtos para a certificação internacional, sua capacidade de indicar oportunidades também é limitada. De acordo com a FLO, anualmente lhe chegam entre 300 a 500 pedidos de certificação, mas ela é obrigada a negar até 90% devido à falta de demanda.

No caso do artesanato, a lógica é a mesma, sendo que a presença local de uma entidade internacional, seja de apoio ou pelo menos para ajudar a estabelecer contatos no exterior, comprovadamente, ajuda muito.

- Ser membro do IFAT - International Fairtrade Association - selo organizacional. Contato: IFAT América Latina, que dispõem em sua página na internet uma secção de ofertas e demandas por produtos de CJS dos paises importadores.

Produtos de Membros IFAT

Outras possibilidades:
  1. Contato pessoal informal na conferência regional e internacional IFAT (aberta para membros do IFAT)
  2. Reuniões formais “um para um” na conferência regional e internacional IFAT (aberta para membros do IFAT).
  3. Mostra seus produtos em um mercado da Conferência da IFAT (aberta para membros do IFAT)
  4. Participa de uma Feira Regional IFAT de negócios.
  5. Participa de uma Feira de Negócios importante (exemplo: Biofach*, Ambiente ou na Feira Internacional de Bangkok).
  6. Fazer um turismo em Mercado para visitar compradores em potencial em um país ou região específica (lembrando de marcar seus encontros com bastante antecedência).
  7. Receber a visita de um importador de Comércio Justo que esteja de turista em um país ou região específica.

(*) As feiras da Biofach, que tem edições na Europa, Ásia, EUA e Brasil, sempre são palco também para produtos e apresentações de Comércio Justo, sendo elas também visitadas por importadores e varejistas especializados.

 

O Diretório de Membros IFAT contém detalhes de contatos e informações sobre seus membros em todo o mundo. Este diretório está disponível para todos os membros.

Os membros do IFAT podem usar este diretório para:

  • Ver que outra organização no seu país e região são membros do IFAT e o que eles fazem.
  • Contatar outros membros do IFAT em seus países ou região para saber como eles podem trabalhar em conjunto para desenvolver o mercado para o tipo de produtos deles.
  • Saber quais membros do IFAT compram os tipos de produtos que eles estão vendendo.


Eles não usam este diretório para:

  • Enviar catálogos ou amostras para os membros do IFAT. Você não deve enviar amostras para nenhum comprador, a menos que ele tenha solicitado.


Um detalhe é fundamental para começar:

  • Para entrar no sistema formal tem que estar de acordo com as exigências mínimas antes de fazer qualquer tentativa de vender.


O ponto de partida é que o grupo tem que estar organizado em associação ou cooperativa. Além disso, é bom obedecer às normas da IFAT para uma organização de Comércio Justo:

  • Compromisso com o comércio justo.
  • Transparência e prestação de contas.
  • Preços justos, buscando “não maximizar lucros mas o bem-estar de produtores e suas famílias, levando em consideração as realidades de mercado”.


O Acesso Brasileiro ao Mercado internacional de Comércio Justo

Apesar de ainda tímido em comparação com outros países da América Latina, o Brasil tem aumentado sua presença no cenário internacional, tanto através da participação em eventos quanto pelas associações e organizações internacionais.

No total, o Brasil tem 6 organizações registradas como membros do IFAT, buscando assim contatos e a inserção nos mercados internacionais.

Organizações Brasileiras registradas na IFAT

Produtos Artesol


Operadores Brasileiros Certificados pela FLO

O Brasil conta atualmente com aproximadamente 40 operadores. Em comparação com outros países da América Latina, esta performance está muito aquém do potencial do país, o que, por outro lado, indica um grande espaço para crescimento.

Uma análise da lista completa dos operadores brasileiros, revela que a variedade dos produtos certificados também ainda está bastante limitada, com café, sucos, principalmente de laranja, algumas frutas frescas e um produtor de castanhas. São eles

Operadores brasileiros de café:

Produtores:

  • Associação dos Pequenos Produtores Rurais de Sampaio
  • COOFACI - Coop. dos Agricultores Fam. do Territ. do Caparão
  • Coop. Regio. Indus. e Com. de Prod. Agric. do Povo que Luta
  • COASOL - Cooperativa Agroindustrial Solidária de Lerroville
  • Cooperativa das Montanhas do Espiritu Santo - PRONOVA
  • Cooperativa dos Agricultores Familiares de Poço Fundo e Regiões
  • Coocafe - Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha
  • Cooperativa dos Prod. Rurais Organizados para Ajuda Mutua
  • União de Pequenos Agricultores de Santana da Vargem
  • Coopervitae - Coop Agr dos Prod Org de Nova Resende e Região
  • Uniao de Pequenos Productores de cafes Especial dos Martins
  • Associação Comunitária dos Costas
  • Cooperativa dos pequenos cafeicultores de Poço Fundo

Traders:

  • Café Bom Dia Ltda
  • Cia Cacique de Café Solúvel
  • Exprinsul
  • Iguacu de café solúvel
  • Marcellino Martins & E. Johnston Ltda
  • MC Coffee do Brasil Ltda.
  • Tristao Companhia de Comercio Exterior
  • CAFEEIRA ELOI MENDES COM. EXP LTDA
  • Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupe Ltda

Operadores brasileiros de sucos:

Produtores:

  • APACO / CCA
  • ACIPAR - Associação dos Citricultores do Paraná
  • CEALNOR - Central de Associações do Litoral Norte
  • COAGROSOL - Coop. dos Agropecuaristas Solidários de Itápolis
  • Coopercentral Aurora
  • ECOCITRUS

Traders:

  • Carlos Eduardo Strauss
  • Citri Agroindustrial S/A
  • Cocamar Cooperativa Agroindustrial
  • Margareth Pinati Ribeiro Viu - ME- Fruto do Sol
  • Coopercentral Aurora

Operadores brasileiros de frutas frescas:

Produtores:

  • Associação dos Productores do Perimentro Irrigado do Formoso
  • Associao Dos Pequenos Produtores Rurais Do Nucleo VI
  • COAGROSOL - Coop. dos Agropecuaristas Solidários de Itápolis
  • Pritam Frut Exportacao Ltda
  • Associação dos Pequenos Produtores Manga Brasil

Traders:

  • Comercio Ético e Solidário de Produtos Artesanais e Agrop
  • Pillar Group Comercial Ltda
  • Brazil Brasfruit Exp. Imp. Ltda

Operadores brasileiros de Óleo de Semente de Castanha:

Produtores:

  • Cooperativa Agroextrativista de Xapuri Ltda
  • CAPEB - Cooperativa Mixta de Productores Agroextractivista

 

Veja lista de contatos dos operadores brasileiros citados acima.


Fonte: SEBRAE - Pesquisa Mundial de Comércio Justo - versão 2007.